Resolução – UNESP 2017 – 1ª Fase – Artes

Questão

O quadro não se presta a uma leitura convencional, no sentido de esmiuçar os detalhes da composição em busca de nuances visuais. Na tela, há apenas formas brutas, essenciais, as quais remetem ao estado natural, primitivo. Os contornos inchados das plantas, os pés agigantados das figuras, o seio que atende ao inexorável apelo da gravidade: tudo é raiz. O embasamento que vem do fundo, do passado, daquilo que vegeta no substrato do ser. As cabecinhas, sem faces, servem apenas de contraponto. Estes não são seres pensantes, produtos da cultura e do refinamento. Tampouco são construídos; antes nascem, brotam como plantas, sorvendo a energia vital do sol de limão. À palheta nacionalista de verde planta, amarelo sol e azul e branco céu, a pintora acrescenta o ocre avermelhado de uma pele que mais parece argila. A mensagem é clara: essa é nossa essência brasileira – sol, terra, vegetação. É isto que somos, em cores vivas e sem a intervenção erudita das fórmulas pictóricas tradicionais.

(Rafael Cardoso. A arte brasileira em 25 quadros, 2008. Adaptado.)

Tal comentário aplica-se à seguinte obra de Tarsila do Amaral (1886-1973):

Solução:

Questão

car

A pintura representa no martírio de Cristo os seguintes princípios culturais do Renascimento italiano:

a) imitação das formas artísticas medievais e a ênfase na natureza espiritual de Cristo.

b) a preocupação intensa com a forma artística e a ausência de significado religioso do quadro.

c) a disposição da figura de Cristo em perspectiva geométrica e o conteúdo realista da composição.

d) a gama variada de cores luminosas e a concepção otimista de uma humanidade sem pecado.

e) a idealização do corpo do Salvador e a noção de uma divindade desvinculada dos dramas humanos.

Solução:

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