Física Unesp

Resolução – UNESP 2016 (1ª Fase) – Física (continuação)

Questões Anteriores

Questão

O topo da montanha é gelado porque o ar quente da base da montanha, regiões baixas, vai esfriando à medida que sobe. Ao subir, o ar quente fica sujeito a pressões menores, o que o leva a se expandir rapidamente e, em seguida, a se resfriar, tornando a atmosfera no topo da montanha mais fria que a base. Além disso, o principal aquecedor da atmosfera é a própria superfície da Terra. Ao absorver energia radiante emitida pelo Sol, ela
esquenta e emite ondas eletromagnéticas aquecendo o ar ao seu redor. E os raios solares que atingem as regiões altas das montanhas incidem em superfícies que absorvem quantidades menores de radiação, por serem inclinadas em comparação com as superfícies horizontais das regiões baixas. Em grandes altitudes, a quantidade de energia absorvida não é suficiente para aquecer o ar ao seu redor.
(http://super.abril.com.br. Adaptado.)
Segundo o texto e conhecimentos de física, o topo da montanha é mais frio que a base devido
(A) à expansão adiabática sofrida pelo ar quando sobe e ao fato de o ar ser um bom condutor de calor, não retendo energia térmica e esfriando.
(B) à expansão adiabática sofrida pelo ar quando sobe e à pouca irradiação recebida da superfície montanhosa próxima a ele.
(C) à redução da pressão atmosférica com a altitude e ao fato de as superfícies inclinadas das montanhas impedirem a circulação do ar ao seu redor, esfriando-o.
(D) à transformação isocórica pela qual passa o ar que sobe e à pouca irradiação recebida da superfície montanhosa próxima a ele.
(E) à expansão isotérmica sofrida pelo ar quando sobe e à ausência do fenômeno da convecção que aqueceria o ar.
Solução:
O ar sofre uma expansão se trocas de calor, portanto uma transformação adiabática. Além disso, a inclinação da encosta da montanha irradia pouco calor e não aquece o ar no entorno.
Resposta: letra B.

Questão

Quando entrou em uma ótica para comprar novos óculos, um rapaz deparou-se com três espelhos sobre o balcão: um plano, um esférico côncavo e um esférico convexo, todos capazes de formar imagens nítidas de objetos reais colocados à sua frente. Notou ainda que, ao se posicionar sempre a mesma distância desses espelhos, via três diferentes imagens de seu rosto, representadas na figura a seguir.

Em seguida, associou cada imagem vista por ele a um tipo de espelho e classificou-as quanto às suas naturezas. Uma associação correta feita pelo rapaz está indicada na alternativa:
(A) o espelho A é o côncavo e a imagem conjugada por ele é real.
(B) o espelho B é o plano e a imagem conjugada por ele é real.
(C) o espelho C é o côncavo e a imagem conjugada por ele é virtual.
(D) o espelho A é o plano e a imagem conjugada por ele é virtual.
(E) o espelho C é o convexo e a imagem conjugada por ele é virtual.
Solução:
As três imagens são virtuais. A imagem de A é menor e a imagem de C é maior. Portanto o espelho B é plano. O espelho convexo somente é capaz de gerar imagens menores que o objeto, portanto é o espelho A. Sendo assim, o espelho C é côncavo.
Resposta: letra C.

Questão

Uma corda elástica está inicialmente esticada e em repouso, com uma de suas extremidades fixa em uma parede e a outra presa a um oscilador capaz de gerar ondas transversais nessa corda. A figura representa o perfil de um trecho da corda em determinado instante posterior ao acionamento do oscilador e um ponto P que descreve um movimento harmônico vertical, indo desde um ponto mais baixo (vale da onda) até um mais alto (crista da onda).

Sabendo que as ondas se propagam nessa corda com velocidade constante de 10 m/s e que a frequência do oscilador também é constante, a velocidade escalar média do ponto P, em m/s, quando ele vai de um vale até uma crista da onda no menor intervalo de tempo possível é igual a
(A) 4.
(B) 8.
(C) 6.
(D) 10.
(E) 12.
Solução:
Primeiro precisamos descobrir o comprimento da onda:
3 m —— 1,5 onda
$$\lambda$$ —— 1 onda
$$\lambda = 2\, m$$
Agora podemos encontrar o período: \[v = \frac{\lambda}{T} \longrightarrow 10 = \frac{2}{T} \longrightarrow T = 0,2\, s\] Para encontrar a velocidade do ponto P, precisamos utilizar meio período, pois o enunciado pede de uma crista a um vale, portanto meio comprimento de onda. \[v = \frac{\Delta S}{\Delta t} \longrightarrow v = \frac{0,8}{0,1} \longrightarrow v = 8\, m/s\] Resposta: letra B.

Questão

As companhias de energia elétrica nos cobram pela energia que consumimos. Essa energia é dada pela expressão $$E = V\cdot i\cdot\Delta t$$, em que $$V$$ é a tensão que alimenta nossa residência, $$i$$ a intensidade de corrente que circula por determinado aparelho, $$\Delta t$$ é o tempo em que ele fica ligado e a expressão $$V\cdot i$$ é a potência $$P$$ necessária para dado aparelho funcionar. Assim, em um aparelho que suporta o dobro da tensão e consome a mesma potência $$P$$, a corrente necessária para seu funcionamento será a metade. Mas as perdas de energia que ocorrem por efeito joule (aquecimento em virtude da resistência $$R$$) são medidas por $$\Delta E = R\cdot i^{2}\cdot\Delta t$$. Então, para um mesmo valor de $$R$$ e $$\Delta t$$, quando $$i$$ diminui, essa perda também será reduzida. Além disso, sendo menor a corrente, podemos utilizar condutores de menor área de secção transversal, o que implicará, ainda, economia de material usado na confecção dos condutores.
(Regina Pinto de Carvalho. Física do dia a dia, 2003. Adaptado.)
Baseando-se nas informações contidas no texto, é correto afirmar que:
(A) se a resistência elétrica de um condutor é constante, em um mesmo intervalo de tempo, as perdas por efeito joule em um condutor são inversamente proporcionais à corrente que o atravessa.
(B) é mais econômico usarmos em nossas residências correntes elétricas sob tensão de 110 V do que de 220 V.
(C) em um mesmo intervalo de tempo, a energia elétrica consumida por um aparelho elétrico varia inversamente com a potência desse aparelho.
(D) uma possível unidade de medida de energia elétrica é o kV · A (quilovolt – ampère), que pode, portanto, ser convertida para a unidade correspondente do Sistema Internacional, o joule.
(E) para um valor constante de tensão elétrica, a intensidade de corrente que atravessa um condutor será tanto maior quanto maior for a área de sua secção transversal.
Solução:
Sabemos que $$R = \rho\cdot \frac{L}{A}\,\,\,\, (I)$$ e também que $$U = R\cdot i\,\,\,\, (II)$$. Substituindo (I) em (II) temos \[U = \rho\cdot\frac{L}{A}\cdot i\] Para manter constante a tensão elétrica, ao aumentar a área do fio precisamos aumentar a corrente também.
Resposta: letra E.

Próximas Questões (Química e Biologia)

Sobre o autor

Guimarães

Comentários

plenussapientia