Pagamentos em um fluxo de caixa uniforme

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Um fluxo de caixa uniforme significa que os depósitos ou retiradas ocorrem sempre na mesma periodicidade. Quando as prestações (PGTO) são iguais, pode-se obter uma fórmula para o seu cálculo, tendo como base os parâmetros da taxa de juros (i), do número de pagamentos ou retiradas (n), do valor inicial ou presente (VP) e do valor futuro (VF). Neste artigo, trabalhamos com a forma de pagamento postecipado, que significa ser o pagamento ao final do período de capitalização (mês, ano, … ).

Observando o fluxo de caixa acima, podemos modelar matematicamente a remuneração a juros compostos. Abaixo, apresentam-se os saldos ao final de cada mês.

1º mês: $$VP(1+i) + PGTO$$
2º mês: $$[VP(1+i)+PGTO](1+i) + PGTO$$…

No mês de índice $$k$$, teremos um saldo de

\[VP(1+i)^{k}+PGTO(1+i)^{k-1}+…+PGTO(1+i)+PGTO.\]

Com $$n$$ pagamentos ou retiradas, o saldo bancário corresponde ao valor futuro (VF) e será dado pela expressão

\[VF = \]

\[VP(1+i)^{n}+PGTO(1+i)^{n-1}+…+PGTO(1+i)+PGTO.\]

Podemos reescrever a fórmula assim:

\[VF-VP(1+i)^{n}=\]

\[PGTO\cdot [(1+i)^{(n-1)}+…+(1+i)+1].\]

O termo $$(1+i)^{(n-1)}+…+(1+i)+1$$ é a soma de Progressão Geométrica cujo primeiro termo é 1 e cuja razão é $$1+i$$. Usando a fórmula da PG, teremos

\[VF-VP(1+i)^{n} = PGTO\cdot \frac{(1+i)^{n}-1}{i}.\]

Daqui,

\[PGTO = \frac{VF\cdot i}{(1+i)^{n}-1}-\frac{VP\cdot i\cdot (1+i)^{n}}{(1+i)^{n}-1}.\]

Em muitas aplicações, tem-se $$VP=0$$, o que resulta na fórmula

\[PGTO =\frac{VF\cdot i}{(1+i)^{n}-1}. \]

Equivalentemente, temos

\[VF = PGTO\cdot\frac{(1+i)^{n}-1}{i}.\]

 


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